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Mostrando postagens de 2011

Momento Sinceridade

As vezes é preciso deixar para trás lembranças que não te fazem bem. As vezes é preciso se sentir morto por dentro para se sentir vivo novamente. As vezes é preciso matar aquilo que nos mata... Sinto como se tivesse finalmente me libertado de um pesadelo que há muito me atormenta. As vezes penso que deveria ter dado ouvidos aos que estavam ao meu redor antes... mas eu sempre precisei de provas suficientes para dar ouvidos à outra pessoa que não fosse eu mesma... Não me surpreendi com comentários como 'finalmente', ou 'já era tempo', ou até mesmo 'só você não enxergava'... hoje tenho a convicção de que muitas vezes é bom ouvirmos nossos amigos, por mais que pensemos que podemos resolver a situação sozinhos, são nossos amigos os olhos que enxergam de fora muitas vezes o que não conseguimos ver sozinhos... Amigos que não estão presentes todos os dias de nossas vidas, mas que são sinceros e verdadeiros, e mesmo com a distância continuam sendo seus amigos e te apoian...

Pesadelos

Eram tres lindas meninas, a mais velha com seis anos, a do meio com quatro e a mais nova com dois. As três estavam muito adoentadas e a mãe desesperada não sabia mais o que fazer para curar suas meninas. Passava os dias a chorar na sala ao lado do quarto em que estavam internadas... Elas dividiam o mesmo quarto no hospital, e eu ia visitá-las religiosamente todos os dias. Dia após dia eu procurava uma cura para a doença que elas manifestavam... mas sem sucesso, voltava ao quarto do hospital apenas para passar mais alguns minutos com os três anjinhos acamados e tentar proporcionar-lhes minutos de felicidade que poderiam ser os últimos... Todas eram muito parecidas, tinham as mesmas feições doces, olhos azuis e cabelos dourados com cachos nas pontas... pedia aos céus todos os dias para trocar de lugar com elas para que levantassem e fossem correr e brincar como crianças dessa idade fazem... Um dia, em uma de minhas visitas vi a mãe das florzinhas chorando desesperadamente num canto do ho...

=(

Acordo mais uma vez olhando para um teto branco gelo. Meu coração que desejara parar de bater continua com seu compasso constante. As vezes sinto que deveria tentar deixar de existir e começar a viver... Arrependimento de muitas coisas, mágoas de tantas outras... Tentei consertar meus erros mas era tarde demais... Um desejo constante que se passa em minha mente é o de dormir um sono eterno... Chego a me desesperar com a demora para que meus olhos se fechem e não mais abram para este mundo que há muito me decepciona... Uma mescla de sentimentos me invadem... Culpa, rancor, ódio, solidão, desespero, angústia, tristeza, carência, desânimo... Tento apagá-los mas não consigo... Tento esquecê-los, mas isso só me traz a tona a dura realidade... A realidade de que não tenho com quem compartilhar esse fardo que eu mesma fui acumulando ao longo do tempo em minha caixinha de mágoas...

Momento Insonia

Espero sempre o sono e o cansaço me derrubarem... Não consigo dormir... Pesadelos me assombram e milhares de coisas se passam em minha mente... Porque eu choro todas as noites? Não sei dizer... Sinto-me triste até mesmo escrevendo meus trechos solitários... Sinto a necessidade de alguém para preencher o vazio em meu peito, e enxugar minhas lágrimas na madrugada... Cafeína não mais adianta... Fluoxetina, nada resolve... O vazio permanece intacto e constante ao meu lado... Quero gritar e não posso... Quero dormir para sempre e não consigo... Quero apreciar as pequenas coisas da vida e não as tenho... Ouço falarem que muitos dariam tudo para estar em meu lugar... Procuro saber onde estou errando, procuro saber por que não consigo ser plenamente feliz com tudo o que consegui até hoje... Mas só as lágrimas me vêm aos olhos quando paro para pensar... Sinto a falta do que não existe... Sinto a falta de um sonho que projetei em minha mente e que busquei e nunca encontrei... Ao meu lado um trav...

Rabiscos desta semana...

Ela estava sentada debaixo de uma árvore, lendo seu livro em um frio dia de inverno. O lago à sua frente parecia querer congelar ao toque do vento gelado que soprava. Ela não se importava com o fio. Nem o mais temeroso inverno chegaria aos pés do frio que ela já experimentara antes com a morte de seu amado. O céu de um cinza pálido, e as copas das árvores balançando soavam como uma triste melodia que a envolviam e a mantinham concentrada nas palavras que lia. Mas algo chamara sua atenção, fazendo com que desviasse seu olhar e sua concentração do livro que estivera a ler por toda a tarde. Era um rapaz que ela nunca havia visto antes pelas redondezas. Usava jaqueta e botas de couro e parecia admirá-la ao longe. Ele se aproximou, e perguntou se podia sentar-se ao seu lado. Ela fez que sim com a cabeça. Há muito ela não sabia o que era corar diante de outra pessoa... Algo parecia balançá-la por dentro... algo que há muito ela não sentia, algo morno e acolhedor... Ele puxou um assunto qualq...

Um dia comum

Cafeína, minha heroína, morfina, endorfina dos meus dias e noites... te quero a cada dia mais perto, mais certo... Meus pés cansados caminham em direção ao carro, buscando um aconchego e uma proteção contra o frio da noite... tiro meu salto para libertá-los da prisão que os confinara durante todo o exaustivo dia e solto meus cabelos da presilha apertada... estou finalmente indo em direção ao lar, onde um banho quente e uma caneca de café me aguardam pacientemente... Imagino milhares de coisas sobre as quais desejo escrever, e outras milhares que nem sonho em publicá-las... penso em um lugar aconchegante e em uma companhia para embalar meu sono e acariciar meus cabelos durante a madrugada... e continuo a dirigir rumo ao tão esperado banho reconfortante... A água quente cai em meu corpo em suaves gotas, e me acolhe como há muito tenho desejado... goles de café me aquecem por dentro, e a TV me parece como sempre um ótimo sonífero para as madrugadas... O único tempo que me resta é o de pro...

Xeque-Mate

Me questionaram qual meu maior medo... hum... xeque mate! Perdi meu Rei... Vejamos... é complicado pensar nisso e arquitetar uma forma coerente de expressar meu maior medo... digamos que meu maior medo é ficar sozinha, ou acabar ficando com alguém que não amo só para ocupar o vazio dentro do peito e não acabar sozinha... complicado não? Vou tentar dissertar sobre o assunto... Em ambos os casos eu estaria sozinha. Não conseguiria levar adiante nenhum relacionamento sem estar no mínimo apaixonada... Pode parecer algo retrô, eu sei, e sei também que não saímos por aí amando à primeira vista todas as pessoas que encontramos, então é extremamente complexo para mim conseguir manter um relacionamento que ultrapasse uma semana... Vou sem bem sincera ao dizer que só houveram dois relacionamentos meus que foram sérios de verdade e duraram mais de uma semana... e em nenhum dos dois casos houve um final feliz... um por minha culpa, outro não... mas isso não importa agora... por incrível que pareça...

Sentimentos

Uma mescla de tristeza, de solidão, de carência, de necessidade de ter alguém do lado só para encontrar um motivo para discutir... estou me sentindo um pouco deprimida, saudosista... Confesso que há muito eu não sabia o que era corar ao lado de uma pessoa, pelo simples motivo de compartilhar dos mesmos assuntos... estou me sentindo com uma pontinha de felicidade brotando no fundo do peito... acabei refletindo que o que há muito eu busco é simplesmente essas coisas simples da vida que encontramos onde nunca iríamos imaginar...

Trecho escrito em 2004

Sentada em sua cama, ela olhava a chuva cair do lado de fora da janela. Aquele sentimento de solidão se apossava mais e mais da garota, que estava completamente perdida em seus devaneios. Ela se cansou de olhar a chuva e por um momento desejou ter asas para poder voar livremente naquela imensidão escura que se estendia lá fora. Seus pensamentos vagavam de um lugar à outro, para outra pessoa para ser mais exato. Aquele homem que fez ela perder os sentidos e a noção de certo e errado, aquele que a fez cometer crimes que ela jamais imaginara que faria, ele a quem ela sempre amou em segredo.

Mais trechos escritos em meados de 2003

Os pensamentos invadiam a garota e a atordoavam ... era uma sensação horrível estar naquele lugar... ela queria ouvir a voz dele novamente... Ela murmurava seu nome deitada no chão frio... onde ele estaria neste momento? Agora que ela precisava tanto dele. Será que ele sabia onde ela estava? Será que viria salvá-la? Uma lágrima rolou de seus olhos... e se ele... não!!! Ela não queria pensar que ele poderia morrer... tanta dor ela sentia que adormeceu... Ela via seu rosto em sua mente. Os cabelos negros compridos, os olhos negros cheios de coragem, quentes e que a miravam com um desejo profundo... Que saudades sentia dos braços de seu amado... de ser abraçada, e sentir o corpo quente dele junto ao seu...

Mais memórias de rabiscos que escrevi...

Viajando por entre cd's, estava eu vendo trechos meus escritos em meados de 2003... resolvi postá-los... a escrita infantil me traz à tona uma lembrança da época do colégio e de minhas aventuras com meu irmão entre bibliotecas, poemas e aulas de francês... "Ingy estava sentada em sua cama a contemplar a lua cheia em um céu pálido e estrelado de uma noite quente de verão. Seus pensamentos vagavam longe ... estavam preocupados com as provas que iriam chegar aquele ano ... o último ano ... pensava a garota ... não pode ser o último .... Como ela desejava não ter de se separar de seu melhor amigo Iangy , mas seria inevitavel ... ele teria que mudar de escola , e mais cedo ou mais tarde isso iria acontecer . Ingy se deitou e deixou ser levada por sonhos ... ela estava sem sono ... se virou em sua cama , ouviu o som de pássaros cantando ... ela estava em um lindo jardim ... um homem estava sentado ao seu lado , mas a garota não via o seu rosto ... Iangy estava empurrando uma garota ...

Cestrum Nocturnum

Minha memória é composta por sons e aromas... não guardo muito bem outras coisas, nomes então nem se fale... até hoje cumprimento pessoas que trabalham comigo há anos e mal sei o nome delas... mas sons e aromas me fazem recordar coisas há muito esquecidas... Hoje fui acertada em cheio por uma brisa, que sem pedir licença entrou em meu carro e me envolveu num aroma único... aroma este, que me remete à anos atrás, e que muito me encanta... damas da noite... Sim, o aroma peculiar desta flor é um dos aromas que mais me encanta desde que me conheço por gente... lembro-me de quando pequena, lembro-me de ajudar minha mãe na troca da terra dos vasos, e de esperar pacientemente o ano inteiro para chegar uma única noite em que esta flor, com toda sua formosura e beleza inigualáveis, desabrocha para nos brindar com o aroma mais enebriante da madrugada... Sei que esta não é a época para damas da noite desabrocharem... eis o motivo de minha surpresa... procurei ao meu redor, tentando descobrir de o...

Madrugada

Na madrugada é onde me encontro. Funciono melhor neste horário divino. A luz do luar e o silêncio da noite me embalam em um compasso lento. Dirigindo meu carro pelas ruas da cidade, as luzes formam figuras abstratas ao meu redor. Esse horário é o meu favorito. Todos as noites, rodo quilômetros solitários até chegar em meu destino final. Ao chegar em casa depois de muitas horas longe, me dou conta de que sinto falta dos quilômetros de luzes brilhantes que me envolveram durante meu percurso. Tomo um banho quente, as luzes do banheiro como sempre ficam apagadas durante meu banho. Assim, eu observo as luzes da rua enquanto a água cai sobre minha cabeça lavando todo o cansaço do dia. Minhas forças se renovam, e novamente vou em busca de meu companheiro de todas as horas, um expresso quente. A caneca de café já faz parte da decoração do meu quarto. Sento em frente ao computador acessando várias páginas aleatóriamente, procurando algo para me entreter por alguns minutos... algumas horas depoi...
E novamente eu estava sentada olhando pela janela as luzes da cidade na madrugada. Vagando entre pensamentos minha mente viajava entre um turbilhão de lembranças, sonhos há muito esquecidos, prosas nunca terminadas, poemas escondidos em diários, até letras de músicas escritas que foram para o lixo na última reforma. A madrugada passava lentamente, e sem que o sono viesse ao meu encontro continuava a olhar para as luzes da cidade. Milhares de pontinhos brancos no breu como uma pintura, isso era algo que sempre me impressionara desde pequena. Sobre a cama estavam espalhados vários papéis, meu celular alguns chicletes e uma calculadora. Nenhum espaço para que eu pudesse dormir, mas isso não importava, o sono não vinha. Desci até a cozinha e preparei um expresso. Pensei na psicologia reversa, se estava sem sono, talvez tomando um café ao invés de ficar mais acordada meu cérebro entenderia que seria hora de ir dormir, e assim segui novamente para o quarto com uma caneca de café fumegante. S...