Já passavam das três quando Mayara olhou no relógio, ela não deveria estar fora ainda esta hora da manhã, mas era por uma boa causa ela pensava.
Mayara Guazzelli não era o tipo de garota que saia para baladas na madrugada, que possuía milhares de amigos na internet, e que era popular. Ela era simplesmente a Mayara, normalmente tachada como a estranha, ou como a anti-social. Ela preferia assim. Era bonita, nunca fora a rainha do baile mas também não era de se ignorar fácil, era razoavelmente alta e tinha cabelos loiros que vinham na altura de seus ombros. Seus olhos eram castanhos amendoados e contrastavam bem com sua pele clara.
Seu coração batia em um ritmo acelerado, se a pegassem ela não teria como se safar desta vez. Olhou para os lados verificando se a polícia ainda fazia a ronda noturna e olhou novamente para trás. Se ela saísse correndo agora, era apenas questão de minutos para chegar sã e salva em sua casa. Mas não, ela não sairia correndo sem a adaga que viera buscar.
Ela calculou novamente o trajeto, levaria menos de um minuto para descer o mausoléu a sua frente, depois mais meio minuto para correr até a lápide próxima ao muro, faria esta de escada para sua escalada e pularia o muro do cemitério para a rua. Ótimo, dois minutos no máximo. Teria de contar com suas habilidades atléticas e com a sorte, se eles a vissem com certeza seriam mais rápidos. Ao ver que eles não estavam próximo ela não hesitou, correu o mais que pôde.
O mausoléu estava destrancado, ela se certificara disto na noite anterior, desceu as escadas rapidamente na ponta dos pés e chegou em frente as caixas de ossadas. Puxou a chave de dentro de sua camisa, esta estava pendurada em uma corrente de prata antiga e muito bem trabalhada, e abriu a caixa de ossada mais antiga do mausoléu. Em meio ao pó, às teias de aranha e ao cheiro de mofo que ardia em suas narinas ela pôde ver o brilho metálico da adaga que tanto procurara. Puxou-a pelo cabo e a enfiou na mochila, agora era correr de volta antes que a encontrassem no mausoléu e que a prendessem lá dentro. Mayara tomou fôlego, e sem mesmo olhar para os lados saiu correndo pelo cemitério. Ela corria tanto que suas pernas latejavam, pulou sobre a tumba e usou a lápide para dar impulso e se jogar sobre o muro. Era alto de lá de cima, se ela pulasse direto com certeza quebraria algo. Ficou em pé sobre o muro e caminhou rapidamente até próximo uma estátua do lado de fora do cemitério. Se jogou sobre a estátua e desceu-a raspando os joelhos enquanto descia.
Correu o mais que pôde até sua casa, ao chegar trancou as portas e sentou-se na entrada mesmo. O ar lhe faltava, mas ela estava com a adaga. Enfim, depois de tanta procura ela conseguira o artefato mais precioso que poderia ter.
by Mya (retirado de mais um empoeirado arquivo em meus backups)
Mayara Guazzelli não era o tipo de garota que saia para baladas na madrugada, que possuía milhares de amigos na internet, e que era popular. Ela era simplesmente a Mayara, normalmente tachada como a estranha, ou como a anti-social. Ela preferia assim. Era bonita, nunca fora a rainha do baile mas também não era de se ignorar fácil, era razoavelmente alta e tinha cabelos loiros que vinham na altura de seus ombros. Seus olhos eram castanhos amendoados e contrastavam bem com sua pele clara.
Seu coração batia em um ritmo acelerado, se a pegassem ela não teria como se safar desta vez. Olhou para os lados verificando se a polícia ainda fazia a ronda noturna e olhou novamente para trás. Se ela saísse correndo agora, era apenas questão de minutos para chegar sã e salva em sua casa. Mas não, ela não sairia correndo sem a adaga que viera buscar.
Ela calculou novamente o trajeto, levaria menos de um minuto para descer o mausoléu a sua frente, depois mais meio minuto para correr até a lápide próxima ao muro, faria esta de escada para sua escalada e pularia o muro do cemitério para a rua. Ótimo, dois minutos no máximo. Teria de contar com suas habilidades atléticas e com a sorte, se eles a vissem com certeza seriam mais rápidos. Ao ver que eles não estavam próximo ela não hesitou, correu o mais que pôde.
O mausoléu estava destrancado, ela se certificara disto na noite anterior, desceu as escadas rapidamente na ponta dos pés e chegou em frente as caixas de ossadas. Puxou a chave de dentro de sua camisa, esta estava pendurada em uma corrente de prata antiga e muito bem trabalhada, e abriu a caixa de ossada mais antiga do mausoléu. Em meio ao pó, às teias de aranha e ao cheiro de mofo que ardia em suas narinas ela pôde ver o brilho metálico da adaga que tanto procurara. Puxou-a pelo cabo e a enfiou na mochila, agora era correr de volta antes que a encontrassem no mausoléu e que a prendessem lá dentro. Mayara tomou fôlego, e sem mesmo olhar para os lados saiu correndo pelo cemitério. Ela corria tanto que suas pernas latejavam, pulou sobre a tumba e usou a lápide para dar impulso e se jogar sobre o muro. Era alto de lá de cima, se ela pulasse direto com certeza quebraria algo. Ficou em pé sobre o muro e caminhou rapidamente até próximo uma estátua do lado de fora do cemitério. Se jogou sobre a estátua e desceu-a raspando os joelhos enquanto descia.
Correu o mais que pôde até sua casa, ao chegar trancou as portas e sentou-se na entrada mesmo. O ar lhe faltava, mas ela estava com a adaga. Enfim, depois de tanta procura ela conseguira o artefato mais precioso que poderia ter.
by Mya (retirado de mais um empoeirado arquivo em meus backups)
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